Página do Partido Social Democrata de Odemira
Artigo de opinião
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- Publicado em 13-01-2019
Política Nacional e Local
Hoje decidi escrever um texto que na minha opinião explana exatamente o que se está a passar no nosso País.
Há quem diga que estamos melhor do que há uns anos atrás, há quem diga que estamos pior, existem opiniões para tudo, depende sempre de pessoa para pessoa e nas dependências que cada um tem. (Emprego, local onde vive, etc… etc…)
É verdade também, que assistimos a um aumento do PIB, estamos a conseguir produzir mais riqueza que a uns anos atrás e posso sinceramente e honestamente dizer que não é apenas por mérito deste governo mas também por mérito do anterior. Estamos a viver em circunstâncias diferentes o que pode também justificar esta melhoria.
Posso dizer que a fase que estamos a viver é boa para o País se for bem aproveitada, pois permitirá pagar a dívida mais rapidamente ou até garantir condições para a realização de mais investimento público ou da estabilização das contas públicas.
Mas... o que está a falhar?
A gestão e aplicação do dinheiro.
Este governo não está a administrar o nosso dinheiro como devia.
Todos os dias através da comunicação social e através de algumas pessoas por necessidade, assistimos a uma degradação dos serviços públicos, nomeadamente na saúde, educação, e em outras áreas.
Nas infraestruturas, temos como exemplo, o Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas (PETI 3+), desenhado para vigorar até 2020, que está concretizado em apenas 20%.
Algo está mal, o que se passa? Estamos a gerar riqueza para onde?
Nas últimas semanas a comunicação social foi inundada de informação acerca de novas obras, que com certeza fizeram-vos pensar o mesmo que eu, então não se resolve primeiro os problemas atuais?
Concluí que vivemos tempos, em que se tenta enganar e iludir as pessoas com meros anúncios do vai-se fazer…
Podemos até dizer que é o diz que disse…
Eu espero que não desperdicem o momento em que o País vive com disparidades.
Passando da política Nacional para a Local.
Em Odemira presenciamos algo semelhante, menos perceptível à primeira vista, mas perceptível nos orçamentos que apresentam ano após ano, obras que também não passam do papel. Algumas constam no PPI (Plano Plurianual de Investimentos) desde 2011.
É verdade que as pessoas que lideram o Concelho têm a experiência dos anos anteriores e existe um certo receio em mudar ou dar a oportunidade a outros.
Mas ano após ano continuam a existir problemas por resolver em variadas áreas, projetos por fazer, regulamentos que se iniciaram e nunca mais terminaram.
Não se percebe que tipo de estratégia e futuro querem seguir.
As povoações junto ao litoral vão crescendo, fruto do desenvolvimento, da força do empreendedorismo e dos empresários, mas as povoações do interior sentem dificuldade em acompanhar ou podemos dizer, não acompanham.
Urge tomar medidas e soluções para inverter este paradigma, não basta o que têm feito, tem de ser feito mais.
Urge prestar mais atenção aos vários problemas que surgem todos os dias e que tardam em ter solução.
E que falando em problemas e soluções, numa reunião de esclarecimentos do Orçamento e Grandes Opções do Plano (GOP 2019) de Odemira com o Presidente José Alberto Guerreiro, reparei na despreocupação de alguns partidos, uns pela sua ausência, outros que se limitaram a sugerir algumas propostas, sem mencionar algo incorreto ou incoerente no orçamento ou no plano plurianual.
Cumpri o objetivo da minha presença, pedi esclarecimentos ao Sr. Presidente da Câmara e apresentei algumas propostas, realistas e exequíveis para o nosso Concelho que foram analisadas pelo município e respondidas.
Quero assim dizer, que no fundo, o que o Concelho precisa é de uma gestão mais equilibrada, ponderada e mais justa para todos.
Acima de tudo é necessário uma visão estratégica de futuro.
Falando agora um pouco do partido do qual faço parte, por norma, como já devem ter percebido, não comento guerrilhas e assuntos internos nas redes sociais, para esse fim deve prevalecer o bom senso e devem ser abordados nos locais próprios.
Mas desta vez vou abrir uma exceção.
Existem valores que defendo acima de tudo, lealdade, seriedade e responsabilidade. E custa-me acompanhar o que se está a passar com a atual direção do Partido, nomeadamente a Rui Rio (eleito pela maioria dos militantes há 1 ano), e que apesar de eu ter votado em Santana Lopes, a partir do momento que Rui Rio ganhou as eleições o mesmo passou a ser o meu presidente, tendo agora sido desafiado pelo Dr. Luís Montenegro na luta pela liderança do Partido.
Em democracia é normal discordar de posturas e decisões, mas existem alturas próprias e tem de haver diálogo para chegar a consensos, acima de tudo tem que se construir e não destruir.
Portanto, que haja discernimento e seriedade nesta fase.
O país precisa de um PSD forte, unido e pronto para fazer uma boa oposição, algo que, na conjuntura atual requer uma boa preparação.
Os tempos mudam e estamos a viver novos tempos.
A construção de algo sólido leva o seu tempo e não é estando todos dias a fazer críticas que se consegue resultados.
Luís Bernardo Freitas

Presidente da CPS do PSD de Odemira




